Uma cidade se constrói... MILAGRES.

Enlaçada pelos braços verdes do coqueiral surge uma cidade-sorriso.
Milagres – porta aberta para a Região do Cariri.
Nela ensaiei meus primeiros passos, sonhei meus primeiros sonhos.
Milagres que tenta crescer, ensaiando uma saída do anonimato, procurando dizer que é pedaço de um Brasil
a utêntico, de sorriso franco, como franco é o sorriso do homem simples, enchendo as ruas nos dias de feira.
Milagres não é somente o Alto da Areia com cheiro de Eucalipto.
Milagres não é somente a várzea cortada por um riacho antigo, com memórias indígenas.
Milagres é a CHESF – mensagem luminosa de um São Francisco distante.
Milagres – anseio de educação contido nos ideais do Patronato e escola Normal Da. Zefinha Gomes.
Busca de realização.
Milagres é lenda romântica...
Índios nascendo com a manhã.
Corrida de homens branco na caatinga.
Amores tapuias nos sertões emudecidos...
Milagres – uma terra,

 um povo,
                         uma cidade.
                                                      Uma construção.

Maria Euda Albuquerque

 

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